quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dia comum

Com diarréia,sem apetite a mais de 12 horas,sem forças,cagando o dia inteiro,ouvindo canções tristes no rádio mesmo sem ter tido nenhum caso de amor...eu,deitado no sofá,percebendo como ninguém sente minha falta,penso em metáforas e comparações que me digam o quanto sou sozinho,

Aí estão:

Eu sou tão sozinho que se uma bomba atômica explodisse no meu quarto,minha mãe ia pedir pra abaixar o som do lap top

Sou tão solitário que até minha cachorrinha,a única pessoa que me acompanha todos os dias,é cega

Sou tão triste,que abraço o travesseiro e choro,dizendo:eu também te amo.

Sou tão só,mas tão só,que nem as músicas querem me fazer companhia,e nem os filmes,e muito menos a minha cachorrinha.

Tão sozinho,mas tão sozinho,que meu cu caga só pra ter a bosta como amiga.

Que no final de uma noite em que eu saio com "amigos",eu já estou triste de novo.

Que a solidão é a minha droga

Que não consigo ter animo pra escrever poesia

Que não sou assaltado

Que não sou abordado na rua por entrevistadores famosos

Que estou ficando louco

Que não sei mais a diferença entre conversar comigo mesmo e conversar com os outros

Que não sei a diferença entre a realidade e a realidade,afinal tudo virou realidade

Que sou-me real a partir do momento solitário único desfuncional da paixão dionisíaca ardente do sofá velho e a televisão de plasma

Onde sentido nenhum se encaixa fora se não da forca de retalhos e detalhes de vida inexistentes

Loucura e degradação são as palavras que me definem melhor

Morte parece um degrau a mais pra tudo isso

Quem sabe...

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