segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Anjo na terra

Ela dança desde pequena
A única coisa que faço desde pequeno é sofrer

Ela vê,tem alma,é serena
A única alma que tenho é viver

A pele dela é feita de bondade
A minha tá sendo construída pela bondade dos outros

Então da bondade que vem dela
é feito o meu rosto

Nas artes ela me convence e conquista o meu coração
mas sem coração eu não tenho como chama-la

E ela sai pela porta me chamando
mas a porta do meu peito não se abre e eu caio
caio no chão sem luz e sem não
então me levanto

Saio pela porta do meu peito,sento num banco e ela me chama
ouço a voz de alma dela,ouço o meu peito cantando
ela pergunta coisas de mim,pergunta quem sou e de onde vim
e eu dou respostas curtas e diretas
eu corto a mim mesmo em peças
e faço da vida morte

Quando não mais resisto ao nervoso,falo que vou beber água
e como quem dá descarga acabo com a conversa
o que vem depois não me interessa
minha vida acabou ali

Ela é solta
Eu travado
Ela solta
eu seleciono
Ela um anjo
Eu mortal

Mas tenho um trinfo em mim
nessa última conversa da minha vida fiz ela rir
o que abriu esperanças para que minha vida não se acabasse ali
Talvez ela me dê mais vida,mais conversa,mais alma
Talvez ela me devolva pra mim mesmo
E me dê o que eu nunca me daria

Mas de resto já sou sem alma pra expressar
o que importa é que a fiz corar,apesar de já ser corada
fiz um anjo rir em uma alvorada

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