sábado, 25 de abril de 2009

Um pudim e um côco

Quando peço(penso) que perdi você,você volta
volta nas palavras da minha reclamação
volta nos vãos das idéias de você não existir mais
você está aqui,está em todo lugar!

Você está

Quando vejo um sorriso,uma indignação
você está ali,você está lá
Está em todos os lugares
nas ruas,casas,mares
está na ausência de você
Está em todas as moradas
nas ruas,casas apagadas
e na voz que ouço e te faz nascer
Quando prevejo a sua entrada te deixo,entrar em mim e te escrevo aqui
quando sento aqui pra escrever e forço,você não vem
você vem quando quer
você quer quando existe
você existe quando?
Te espero nas esquinas,nas calçadas,nas meninas do Pedro Segundo
se te vejo não és minha,se te pego sozinha ai
Aí és por um breve instante
sai,sem que eu note quando foi
Não sei nem quando vem,
não sei nem quando veio,pela primeira vez
não sei direito o que é
sei que não tem forma direito
Te espero nas calçadas,nas meninas do Pedro Segundo
mas quando te espero mesmo é nos domingos
aqueles domingos vazios e cheios
com muita tividade e ao mesmo tempo com pouco
muita volta e saídas,mas ao mesmo tempo tranquilidade
você esta ali e não está
possuo você e não possuo
mais não possuo do que possuo?
ou possuo mais do que não possuo?
Te conduzo,meu poema?
Te faço,te caço?
te forço?te mato?
te trato bem?
te como?
te cago?
te asso?
te cato?
te mato?
meu bem?!

2 comentários:

Taiyo Omura disse...

maravilhoso!!!
sinto a poesia vendo a si mesma, poesia, num espelho bonito.

vejo mais unidade, como um raio laser, um feixe de luz juntinho, que alcança mais perto e mais longe

sinto um poesia verdadeira

Rafael disse...

molto bono
ficou legal mesmo!