terça-feira, 28 de abril de 2009

Corujão de poesia


Lembro que ouvi,recentemente,há uns meses de um amigo pra começar a escrever poesia

e cá estou a escreve-la

e fui chamado também para esse grande evento que é o corujão da poesia,todas as terças feiras:
Aí nessa imagem,vocês podem vizualizar o tamanho de minha felicidade em meu sorriso,em estar presente neste lindo evento,com a companhia de Taiyo: limitedapalavra.blogspot.com e Goreki: somesentido.blogspot.com,dois grandes amigos
Estão todos convidados!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nada que aconteceu...

Tudo que já aconteceu
não aconteceu
Acontece
Agora
Momentos novos se repetem
nos que passaram naquela hora
nada aconteceu
Acontece
Agora
Eu nunca ouvi funk antes de ter ouvido mil vezes
Eu nunca ouvi samba antes de ter ouvido cem mil vezes
Eu nunca sonhei a não ser com vinte anos
eu nunca nasci antes de nascer de verdade
To nascendo pra realidade
um brinde à saudade de viver a vida que nunca foi vivida
um brinde ao passado torturado
às lembranças sofridas
ao choro misturado
à emoção contida
um brinde
à luz
Tudo que aconteceu não aconteceu
Nada que aconteceu já aconteceu
Acontece
Agora
Misturo vento com ousadia e aurora da madrugada
felicidade boa é felicidade dada pros outros
assim como um biscoito
que agente dá mesmo com vontade de comer
Assim como um amigo que não tem preguiça de fazer
o que quer que seja por você
o que quer que seja por saber
da verdade
por ter sido criado com amor
amor-luz que se expande
que tira do nada e dá pra tudo
cria o mundo
e não cobra em dinheiro nem em cartão
como a solidão faz

sábado, 25 de abril de 2009

Um pudim e um côco

Quando peço(penso) que perdi você,você volta
volta nas palavras da minha reclamação
volta nos vãos das idéias de você não existir mais
você está aqui,está em todo lugar!

Você está

Quando vejo um sorriso,uma indignação
você está ali,você está lá
Está em todos os lugares
nas ruas,casas,mares
está na ausência de você
Está em todas as moradas
nas ruas,casas apagadas
e na voz que ouço e te faz nascer
Quando prevejo a sua entrada te deixo,entrar em mim e te escrevo aqui
quando sento aqui pra escrever e forço,você não vem
você vem quando quer
você quer quando existe
você existe quando?
Te espero nas esquinas,nas calçadas,nas meninas do Pedro Segundo
se te vejo não és minha,se te pego sozinha ai
Aí és por um breve instante
sai,sem que eu note quando foi
Não sei nem quando vem,
não sei nem quando veio,pela primeira vez
não sei direito o que é
sei que não tem forma direito
Te espero nas calçadas,nas meninas do Pedro Segundo
mas quando te espero mesmo é nos domingos
aqueles domingos vazios e cheios
com muita tividade e ao mesmo tempo com pouco
muita volta e saídas,mas ao mesmo tempo tranquilidade
você esta ali e não está
possuo você e não possuo
mais não possuo do que possuo?
ou possuo mais do que não possuo?
Te conduzo,meu poema?
Te faço,te caço?
te forço?te mato?
te trato bem?
te como?
te cago?
te asso?
te cato?
te mato?
meu bem?!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Delicadeza

Fada de contos já foi adulto
Viagem no tempo ainda é adulto
a única coisa que sempre vai ser criança sou eu

Esferas de sentimentos bonitos
gratidão entre amigos exposta
todos um dia serão contetes

São tristes alguns momentos
murchos em seus leitos por preguiça
são caros pro corpo às vezes,doentos
cavando a menina criança do peito da pureza

Encontremos a virtude trabalhando há muito tempo reprimida
e talvez o perdão,talvez a memória,volte a existir
talvez até o homem sem passado
volte a sorrir

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A poesia tenta descrever o ser humano número 1

Sobre nada falo aqui
e por isso mesmo presto que não preste atenção
presto o resto do tempo,atenção a você
eu

Não é mais você ou você que me lêem
sou eu a poesia que leio vocês
eu como vocês por que cansei de ser comida
eu ouço,e não cansei de ser ouvida

cantem pra mim,eu olho
reclamam da falta de poesia,quando nunca reclamei da falta de vocês
mesmo quando faltavam pra fazer poesia
mesmo sem cria
eu vazia

E sobre o nada deixem-me redobrar-me
olho cada um nos olhos e analizo cada olho cada cara
analizo na rigidez da análise do espelho
que marca um conselho sobre a métrica da simetria da estética

Com iso porém não desaprovo nada
não digo nem sim nem não
observo apenas
e sinto-as sem julgamento

Escrevo a poesia sobre vocês
E assim ela começa:

Sou um apreciador,leitor,escutador,crítico
de arte
venho de qualquer parte
nasci em qualquer tempo

Tenho sentimento ou não
sou um todo,uma unidade
não poucos ou muitos
sou variedade

e observando compreendo com o tempo
algo que não compreendia a metade
poesia com o tempo é nada e é tudo
o vão que se cria entre eu e o mundo
também

terça-feira, 21 de abril de 2009

Raiva

Raiva não é subir de elevador
Raiva é subir de escada
com a perna quebrada
até o sétimo andar

Raiva é amargo
é um quatro querendo ser quarenta e quatro
presença forte no corpo e alma
é felicidade embrutecida

animalizo-me porra nenhuma
o que digo é me animalizo
com raiva não tem português,nem Inês


(QUE SE FODA A INÊS)


QUE SE FODAM
os foda-ses


A raiva controlada ainda é raiva
raiva atravessada ou então aquela que nasceu controlada
por falta de motivo
ela vira riso
vira raiva controlada sem querer
sem controlar
controle sem remoto

TERRA É MOTO

TERREMOTO

FODA-SE O CARA QUE CAIU DE MOTO

sábado, 18 de abril de 2009

Its a little game

awake
with sound of wakening
of the plate of morning
taste of a jorney
before i fall into sleep
into the ship of dreams

lightning
rathering you
and all other dreams
that i dream
when im awake

My jorney is to be free
thats my will
free will
going to my home in your taste
in your home,not waste
of time

of mine
precious gift of life in my body
energy yang-yin
excessive yang

two sides
one side heve the other in the middle
one middle have the body of all the other in the space
besides your faces

maces
sword
shuriken
ninjas in the forest
in the midle of rain
searching for poetry

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Preferem voar

Teatro,atores,pessoas,seres humanos
homens,mulheres,batom
beleza,Afrodite,cavaleiros do zodíaco
músicas melódicas,sons,sois

Uma duas apaguei sem querer o que escrevi
achei engraçadinho,e não ri
uma duas às vezes três
às vezes duas

Sombra e água fresca,Tv pirata
comida flambada na cachaça
na improvisação
no não do talvez me peguei num sim

Do dia que me fez mais feliz
O dia,Jornal do Brasil
do cd do Milton que é do mundo é de Minas
e de um monte chamado Phyton

Aeroporto do meu pé
é o meu sapato


Os aviões preferem voar

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Será?

O cara tinha sete(sérios) problemas
será que ele não percebe o fundo do poema?
que não eram seus problemas
E sim a causa/dilema
Eram sete re(metendo) os sete pecados
Estados capitais,pecados estatais
Capitais capetas
(pecatais)
Tazmânia do Taz
chega de rima
quero um troco
quero esboço de um bom poema
Algo que valha a pena que me toque,um som
Qualquer coisa (que não seja) indiferente(ausente)
Sono quebrado=sei lá o quê
o significado a maioria das vezes é o que você

Caderno de faculdade

Travessia curta de pensamentos me invadem de manhã
Misturo ânsia com medo
Lembro do gosto de avelã
Sinto uma força vã
por trás da pele

Pela pele sai a pele
Pelo sim digo talvez
Solto ar de paredes brancas
Casas,ashtangas
Movimentos de papel paupáveis
Movimentos agitáveis
Medo de treinar o que progride
E um pouco de medo do que insiste
Esta manhã é de segunda
Segundo ela é segunda
porque a primeira não existe
não persiste
aquela primeira brincadeira
Descanso manso a doença me deu
Retiro manso no campo
Judas Santo Tadeu

terça-feira, 14 de abril de 2009

Questões

A salada de uma vida pode se emaranhar com a de outra vida,

mesmo essa outra vida sendo a mesma vida?



Se você for ver seus antigos eus,se você os visse

seria capaz de reconhece-los?

Chegaria a pensar que voltou ao passado?



E se não os visse na forma,mas sentisse que são eles,aqueles eus?

E se algum deles quisesse entrar guela abaixo e você percebesse que é tão forte que nenhum deles consegue?Sentiria pena de seus antigos eus?Iria entrar em alguma crise existencial?

Iria conquistar tudo aquele que pôde ser conquistado mas que não foi conquistado por que você era um antigo eu?

Você é um novo eu?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Frases soltas no ar

Frases soltas no ar
são melhores que versos rígidos
são menos frígidos
na sexualidade da poesia
Na teia de acontecimentos vísiveis há maresia
e muitos barcos velozes
há contradição de vozes
em meio ao mar e a lua
sim
pra você foi um sim
sem fala de falado
escritado um sentimento
excretado
Porra
onde estou
que mundo é esse?
Subversão da inércia invertida
da Estamira,do esperto ao contrário
da fratura no braço imaginário da economia
no mundo Brasil pátria que me pariu
o mundo cagaram na minha cabeça
Mundo Cagaram
em vez de planeta Terra(guerra)
Obama(chama)
o socorro

domingo, 12 de abril de 2009

Somos na tempestade de acontecimentos
um

São todos um nessa nevada de arrependimentos
nos cais do porto vazios chuvosos
nos centros urbanos caídos em reflexos de poças
somos todos...

um

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Me dá o troco

Me dá o troco da moeda do corpo
me troca o corpo por moeda

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Conturbação

Nas ruas gestos
versos
algo que não lembro
boca

Pessoas em bares
em volta de discussões
em casas mães brigam com filhos
que querem vender o apartamento

Discussões que atrapalham/criam
esse poema
triste poema alegre
gosto de nada
de teia de mel morto

A cidade de Áquila,que todos pronunciam Láquila
já tem mais de 200 nortos,250,300
criticaram a estrutura dos prédios
tédio

CPI
CPU
PC Windows Vista
Pucei o meu pra vê

Como tem bares hoje em dia nas ruas
em botafogo,no final da Voluntários
como é perto da Uerj até aqui
do porto até Aquarius

terça-feira, 7 de abril de 2009

Da passagem pro outro lado

Acontece que ele só queria amar
pra que o corpo se a alma já se foi ??

passou a vida cultivando ódio

Olhando agora viu o tempo perdido
caiu de cara no chão
viu que tomar um não,era nada
não era nada

Tomaria não de casquinha agora
sentiria suas vontades com vontade
marte,júpiter,e os planetas
cometas no espaço intergalático

Tudo agora era uma grande vazio
um náutico fosso de fim

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Dor e sentido,olhar

Meu olhar é amargo
é olhar frio,na verdade quente
de raiva
olhar do filho com raiva da mãe

olhar profundo,louco,enfurecido

O olhar é um ponto que destrói os outros pontos
é a peça chave do funcionamento da máquina ou não
É reprodutor e reproduzido
vítima da sociedade
é pureza
fragrância
enganação

Sentido e dor não andam juntos
na mesma constelação

Dor e sentido andam juntos
numa só fração
de segundo

Lap top

Sobriedade traz pra casa um amigo
ele tem um amigo também
flores,varanda
são crianças brincando
tarde de manhã

Dor nas costas se confundem com a infância
vento leve e morno com o tempo
sombras,a adolescência
computadores,a idade adulta
vulto de um mistério

Sério
repousa sua caneta na mesa
embala na digitação

quer um pão.

água.

E um pouco de solidão.