domingo, 1 de março de 2009

Mil socos

Bestialidade
soma de socos no saco de pancada
sons de quantidade e força
sons porrada e mão fechada

Som do mundo,a raiva
fundida nos socos de porradas
sombras de uma estrada longa,chafariz de sondas,longas
longo e longo caminho percorri

Dores e dor eu senti em sombra em que não me vi
eu me vi,não me viram,me sorriram não pra mim
sorriseram sombra em mim
me fazendo raiva monga tela tola

Dito assim parece fútil,do fútil que realmente foi,do sol e luz que descenderam
escolheram um elixir folha diferente do que é o meu
e meu!
Mataram eu,mataram eu!

Se já estou morto o que mais pode fazer morte?
como vai me fazer passar do chão?
rio da sua cara agora,da sua foice,do seu corte
rio no choro que me criou no lixão

Corte meu pé,minha mão
te perdôo
corte meu sangue e meu pão
meu chão
me corte,e assim como uma fênix eu resnacerei
farei você mais forte e com sorte
morrerei em paz

Um comentário:

Taiyo Omura disse...

demais!
acho que você está achando um estilo, uma mistura de
kung-fu, poesia, delírio, confusão

muito legal