domingo, 15 de março de 2009

Da queda

Da queda
que me fez levantar e exercitar o reflexo
se não fosse a queda não haveria reflexo
e sem reflexo não tem subida

Sem saída aquele que é sem queda
a não ser esperar sua vez de cair
para subir
e subindo ele vai cair
para subir

O homem constrói a sua ponte com a madeira do sofrimento
constrói o próprio tormento com o poder da imaginação
a criação,também pode ser pro bem
supre o real e come o otimismo

Abismo sem falha traz em batalha com o vento
um sentimento de luz que a cristalização do tempo
torna tua a alma cava
do coveiro que de morto ja entende

Tuas tras mais nuas pra cá
e cás de casa coze calhas
com coriza calha bem
caratada,caralho nada
coroinha traz o anel pra coitada

Pra queda da queda ser queda
faz a subida ser subida e não caída
querida torna-se fada e voa
torna-te trolha e tampa o resvalo
traz o sapo que quer virar princípe

Chafariz duzentos aros
fornicou a água pura da praça
formada de tempos em tempos de sensações e sentimentos
sombras,luz,ventos,forças ocultas
diminutas em contínuo som
em contínua asa se faz a casa,se faz o templo

Também tenho sentimento
subo plataformas de raízes da reflexão
como nozes dessa árvore e então
trago novas sementes pra plantar
em solidão

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