sexta-feira, 13 de março de 2009

Cana

Sou de pão,vão
o vinho da marquise
sou camisa Cleonice
dona da festança

sô caminhão de mudança
choro murcho de doer
carapuça mal vestida
para contra-te-poer

sombra murcha de dexixe
de fazer cara doer
monta cerca,ouxa vento
cavalinho a correr

pega o cetro e mete bala
faz a chuva moer
no moedor de alimento
no limpador de cana
faz da água sólido
e do sólido cana

Faz da cachaça meu tempo
eu não estou em cana
mas da cana bebo mermo
bebo sem julgamento
do tempo que ainda era tempo
de beber à vontade na cama

Faça sem julgamento
beba tudo na gana
que bebendo com o tempo
tu vai ganhando gana
tu vai gastando grana
tu vai perdendo tempo
tu vai sentindo o centro
que se perdeu já bacana

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