segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Eu tenho um desejo

Eu tenho desejos como as outras pessoas,na verdade,tenho muito poucos...Ter uma namorada bonita,matar algumas pessoas de que não gosto,e essas coisas que milhares de pessoas gostariam de ter.
Mas no fundo,eu queria sumir.

Não digo morrer porque na morte já está implícito todo o conteúdo reencarnatório e toda aquela baboseira que me deixa preocupado toda vez que estou prestes a me suicidar.Eu penso que,no fundo,Deus deve ser aquele cara que bebe em um pub americano,alcoolatra,e que de vez em quando frequenta os alcoolicos anonimos,e não fica só com mulheres perfeitas,pega gordinhas também,e dá umas brochadas de vez em quando,e na realidade,é o cara mais entediado do mundo...
É como diz aquela música:What if god was one of us,just a bitch like one of us...

É...Deus pode até já ter cometido suícidio milhares de vezes,mas como ele é Deus,não importa.

Mas,continuando...eu quero sumir.Quero ser nada,não ter pensamentos nem emoções e não ter átomos e nem moléculas.Ter minha alma desintegrada junto com tudo de mim.Acho que esse é o maior desejo que posso ter.E proponho,já que sei que muitas pessoas têm esse desejo,uma reunião de todas.Antes que elas se suicidem.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Morri enfim

Motivos são desculpas
num mundo onde não há esperança
nem solidariedade,só vingança

São torrentes esplosivas de compulsão
a compulsão pelo trabalho e pela ansiedade por si só
já é o fim de tudo e o caminho do pó

Por isso quero fazer disso um soneto comercial
quero que vá pra tevê,pro mundo,pro jornal
fazer da vida uma vida comercial
e rimar de novo com uma palavra que termene com al

estou aqui fazendo a propaganda da morte
não quero nunca lhe desejar sorte
e que assim fique escrito neste dia de meu fim
morri antes do tempo,morri enfim

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Amigos de infância

Ódio e raiva,de vez em quando são meus melhores amigos,de vez em sempre,nos últimos anos.Eles são bem inteligentes emocionalmente porque quando percebem que estou triste vão lá pra me fazer companhia,e é engraçado,nunca vi dois caras tão desapegados,me dão companhia sem pedir nada em troca.Eu gosto deles.
Um dia eu estava andando pela rua,como de costume eu estava a mais de 8 ou 9 meses sem fazer sexo e 3 semanas sem me masturbar,estava de férias e fazia tempos que não via ninguem conhecido além da minha mãe,meu irmão e meus porteiros.Era um dia comum,a não ser pela temperatura.A temperatura do meu corpo.Eu estava quente como banha na frigideira.E foi nesse momento único de solidão que uma grande amiga que eu não via há muito tempo me viu na rua:era a Raiva.Por algum motivo,quando me sentei num bar e pedi um filé de peixe,comecei a sentir vontade de chorar,acho que era a emoção de ter encontrado a raiva de novo.
Lembro de um dia em que eu estava na escola e pegaram o meu sapato,e a raiva me disse:bata nele.E foi exatamente isso que eu fiz.Lembro quando a raiva me disse pra chingar um motorista que quase me atropelou,e quando me mandou dar um soco na parece pra me sentir melhor.O mais engraçado é que a Raiva adorava o próprio nome,porque ao invés de dizer dá um soco na parece,ela dizia:dá um soco na parece pra ver se passa a Raiva.Eu não entendia muito bem,até que percebia que ela estava assinando a sua frase como se estivesse escrevendo,ela estava dizendo:dá um soco na parede pra ver se passa,Raiva.Ela com certeza é bem vaidosa.
Mas problemas começaram de verdade foi quando a raiva começou a namorar com um tal de Ódio.Esses dois juntos já me fizeram perder muitos amigos,e como se não bastasse ficam me lembrando o meu passado o tempo todo,como se eu fosse culpado de tudo que fiz no meu passado.Eles tiveram três filhos:a Culpa,uma menina com uma cara triste e tremida,o Medo,um garotado que esta sempre se escondendo dentro de alguma caixa,e o arrependimento,esse era o amis velho,e desde pequeno vivia se desculpando pros irmãos mais novos sem motivo nenhum,ele era retardado e mais tarde eu descobriria que sua idade mental seria de 7 anos de idade pro resto da vida.
Bom,a Raiva e o Ódio tiveram mais filhos,mas já são tantos que não dá pra saber quem é filho deles,ou quem simplesmente ficou assim por causa deles ou dos filhos deles.É uma história longa,e a humanidade está até hoje tentando contá-la...nos livros de história,no mercado de bombas e nos manicomios,entre outros...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dia comum

Com diarréia,sem apetite a mais de 12 horas,sem forças,cagando o dia inteiro,ouvindo canções tristes no rádio mesmo sem ter tido nenhum caso de amor...eu,deitado no sofá,percebendo como ninguém sente minha falta,penso em metáforas e comparações que me digam o quanto sou sozinho,

Aí estão:

Eu sou tão sozinho que se uma bomba atômica explodisse no meu quarto,minha mãe ia pedir pra abaixar o som do lap top

Sou tão solitário que até minha cachorrinha,a única pessoa que me acompanha todos os dias,é cega

Sou tão triste,que abraço o travesseiro e choro,dizendo:eu também te amo.

Sou tão só,mas tão só,que nem as músicas querem me fazer companhia,e nem os filmes,e muito menos a minha cachorrinha.

Tão sozinho,mas tão sozinho,que meu cu caga só pra ter a bosta como amiga.

Que no final de uma noite em que eu saio com "amigos",eu já estou triste de novo.

Que a solidão é a minha droga

Que não consigo ter animo pra escrever poesia

Que não sou assaltado

Que não sou abordado na rua por entrevistadores famosos

Que estou ficando louco

Que não sei mais a diferença entre conversar comigo mesmo e conversar com os outros

Que não sei a diferença entre a realidade e a realidade,afinal tudo virou realidade

Que sou-me real a partir do momento solitário único desfuncional da paixão dionisíaca ardente do sofá velho e a televisão de plasma

Onde sentido nenhum se encaixa fora se não da forca de retalhos e detalhes de vida inexistentes

Loucura e degradação são as palavras que me definem melhor

Morte parece um degrau a mais pra tudo isso

Quem sabe...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um texto comum de um cara comum

Prólogo

Rodrigo era um homem,antes de tudo,um homem.Um homem sem paixões.
Com amor,mas sem paixão.Nada o motivava,nem mesmo tomar seu sorvete favorito,ou ir ver um filme de seu ator preferido,defenitivamente,ele não tinha paixões..
E vocês devem estar pensando...que espécie de texto é esse,como a história de um sujeito sem paixões pode continuar?Pois é...a história de rodrigo,é sua busca pelas paixões,sua busca por ser alguém "normal"....


Tudo começou quando tinha 10 anos,ele tinha desejos nessa época,queria ser psicólogo.Gostava de olhar pras garotas,sentia paixão pela vida,até que aconteceu...

Rodrigo teve sua primeira ejaculação vendo um filme de canal adulto pago,apesar de ele não ter aquele canal,mas os riscos das silhuetas humanas já bastaram para que a erupção vulcânica saísse de seu pinto.
Desde esse dia,ele não parou mais,vou botar aqui suas experiências descritas no respectivo diário...

17\10\1995

Rodrigo está vendo um filme na TV no qual há uma calorosa discussão,como se prevesse o futuro de repente a atriz deixa o peito aparecer,e o pequeno garoto de dez anos retira sua arma e ejacula quase que instantaneamente ao ver aquele seio sendo tocado pelo ator que contracenava.

19\04\1996

Rodrigo está sozinho em casa,ou pelo menos ele achava isso,e enquanto caminhava pelo corredor ejaculou em sua propria cueca com um rapido movimento de sua mão direita.

10\09\1996

Rodrigo adquire sua primeira playboy,emprestada,não obstante,enche a revista toda de meio-filhos.

23\11\1996

Ele toca sua primeira punheta fora de casa,e manda ver no banheiro de um amigo rico que tem varias revistas de sacanagem empilhadas no banheiro luxuoso,que não coincidentemente são do pai desse(neste dia Rodrigo descobre que há uma tendência forte de pais ricos terem pilhas de revistas desse tipo no banheiro).

03\02\1997

Rodrigo tem doze anos e já é conhecido como o punheteiro da turma,todos achamvam que ele se masturbava durante a aula...
Na realidade,ele me contou,ele só coçava o saco,só que seu saco era muito grande pra sua idade,então parecia que ele estava pegando no próprio bastão...

05\06\1997

Rodrigo pede,numa noite às 19h,para sua avó lhe trazer um copo de água,e quando ela volta ele já está com a cueca toda melada de adivinha-o-quê,e olha todo relaxado para a tela de programa que estava assistindo com sua avó,cavaleiros do zodíaco...

30\09\1998

O garoto volta da educação física,e como sempre,como já era hábito há um ano,senta em frente a tela de tv e assiste a "Sato numoto",um desenho japonês que fala sobre uma garotinha que tem superpoderes com cartas do além.Rodrigo tira sua shotgun pra fora e manda ver,olhando para as finas pernas da pequena Sato numoto...

05\06\1999

Rodrigo senta no chão,está sozinho em casa.
Espera pacientemente pelo programa que passa todos os dias as 00:30h em um canal de tv à cabo chamado mutuo-soul,e que à essa hora sempre passa uma ninfeta andando pelada pela praia,ou uma coroa na selva,ou uma de meia idade num cenário mal-feito.

Mas dessa vez passou de nova a ninfetinha da praia,e Rodrigo já tinha decorado exatamente o jeito que ela ia tirar a roupa:Primeiro o sutiã,tradicionalmente como muitas,depois a calcinha,mostrando seus pelos vaginais...
Porém,algo de estranho aconteceu,durante sua prática do ato unitário,Rodrigo nunca mais foi o mesmo desde então...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O amor é mulher

Agora acredito no amor

Agora sei que existe essa coisa intocável

Não vem com tesão,nem com força bruta

é algo imortal e frágil

algo fraco e mágico

tem uma dor nela

uma bondade

tem sim o universo e vontade

Amor
só sei que existe...

E sim,o amor é mulher

o amor é mulher

Anjo na terra

Ela dança desde pequena
A única coisa que faço desde pequeno é sofrer

Ela vê,tem alma,é serena
A única alma que tenho é viver

A pele dela é feita de bondade
A minha tá sendo construída pela bondade dos outros

Então da bondade que vem dela
é feito o meu rosto

Nas artes ela me convence e conquista o meu coração
mas sem coração eu não tenho como chama-la

E ela sai pela porta me chamando
mas a porta do meu peito não se abre e eu caio
caio no chão sem luz e sem não
então me levanto

Saio pela porta do meu peito,sento num banco e ela me chama
ouço a voz de alma dela,ouço o meu peito cantando
ela pergunta coisas de mim,pergunta quem sou e de onde vim
e eu dou respostas curtas e diretas
eu corto a mim mesmo em peças
e faço da vida morte

Quando não mais resisto ao nervoso,falo que vou beber água
e como quem dá descarga acabo com a conversa
o que vem depois não me interessa
minha vida acabou ali

Ela é solta
Eu travado
Ela solta
eu seleciono
Ela um anjo
Eu mortal

Mas tenho um trinfo em mim
nessa última conversa da minha vida fiz ela rir
o que abriu esperanças para que minha vida não se acabasse ali
Talvez ela me dê mais vida,mais conversa,mais alma
Talvez ela me devolva pra mim mesmo
E me dê o que eu nunca me daria

Mas de resto já sou sem alma pra expressar
o que importa é que a fiz corar,apesar de já ser corada
fiz um anjo rir em uma alvorada

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Comigo enfim

Comigo às vezes é assim
Não um sim,mas assim
são assim comigo às vezes todas
são mim

Comigo sim
sinto
migo e ti
em fim

somos som
sim
tristeza bate e leva
tudo enfim

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Um abraço apenas

Eu queria o abraço de uma mulher bonita
Queria uma mulher pra ficar abraçado
Não tenho necessidade de mais nada
Nem Água ou comida

Só o abraço de uma mulher bonita

Diário de um mortal

Como tantas coisas importantes como a certeza,são coisas que não tenho,e como são essenciais...

Fico pensando no que devo ter feito em minhas vidas passadas(se existem vidas passadas),imagino milhares de coisas diferentes:Homens amarrados em fileira e eu cortando o penis de todos com um facão;mulheres presas em correntes e sendo estupradas uma a uma por mim;torturas milenares sendo realizadas por minhas mãos,e milhares de outras coisas similares...

O maguinho das vidas passadas.Aquele maguinho mesmo, que tinha nas lojas e em shoppings,e permitiam que você visse o que foi na vida passada, além de outras escolhas,como saber seu signo chinês.No papel que saiu do mago,eu era uma costureira da Inglaterra no século XV,mais especificamente no começo do século.

Não estou dizendo que acredito totalmente,mas tem sentido,eu era uma mulher má,o que era comum naquela época,e era costureira,a tortura devia ser exatamente essa:costurar o penis das pessoas pra que sofressem,e por isso meu karma é o que é...Ter um pênis que não funciona.
Se isso for verdade até é justo,mas se não for,e se eu tiver sido bom em minha vida passada,e no final me suícidei.Terei mais propensão a me suicidar agora?Deverei eu assumir que nasci destinado ao suícidio?Ou sofrer com minha sina até o dia da minha morte natural?

O que eu queria mesmo é que álguem me garantisse que tem cura...e um médico me disse justamente o contrário:"nem tudo tem cura,essa é a verdade".Será que sou capaz de viver a vida inteira me sentindo incompleto?Será que não será mais válido assumir minha derrota diante de meu pesado karma,desistir,voltar ao mundo dos espíritos,trabalhar bastante para o bem,e ter uma vida infinitamente menos dolorosa que essa?

Obs:Não se preocupe,não vou me suicidar,isso tudo é mais uma sensação de auto-catarse,um desabafo comigo mesmo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Programa

Meu irmão me perguntou:

Tá vivo cara,ou você é só uma peça do computador?

Eu respondi:

Sou um programa que deu errado

terça-feira, 21 de julho de 2009

Versos do não-amor

Somos todos separados ao invés de uno
sou um grande isolamento na verdade,todos os outros são uno
meu carro é um fiat uno
não é tão bonito quanto um mizuno

Sentimento não existe em mim
minha memória só é afetada pela falta de amor próprio
não existe mais parâmetro existente,o cérebro não funciona
e o coração por mais estranho que pareça está bem distante do ócio

Indiferença pura é o que se aparenta cada vez mais forte
quando desisto dos lampejos e reflexos do que imagino seja amor
não amo minha mãe,nem meu cachorro,parece morte
nem emoção me resta pra escrever,muito menos pra rimar

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um jogo de morte

Chega um dia que você olha as coisas de forma diferente,começa a perceber as pequenas coisas de cada pequena coisa,ver a beleza de tudo que passou e também do que poderia ter sido vivido por você,e vê a tristeza bela disso tudo.Um dia você olha a sua rua de madrugada e percebe aquele verde esmeralda vindo de uma praça cheia de árvores,a mesma praça em que você brincava quando criança e não conhecia o próprio destino.
E de repente depois de um fim de semana difícil e apático preso dentro de casa ou andando sozinho em seu bairro você percebe que chegou o dia...
você pensa em se despedir,mas pensa em como seria cruel,deixar as pessoas que ama saberem que você vai morrer assim,faze-las se sentirem estranhas com tudo que a sociedade botou na cabeça delas sobre a morte...o suícidio nunca foi uma escolha facil pra mim...

Já tive três psicologos,já tive um pai,já tive mãe,já tive uma família e amigos...
Ou talvez tenha sido tudo ilusão,talvez essa dor seja ilusão,talvez a vida seja...
...como uma moeda:cara e coroa,um jogo de sorte,um jogo de morte...

continua...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Flor inexistente

Sou como flor no deserto
não pela raridade,pela solidão
não somos flores,sou flor
caída petala por petala dentro do seu coração

E tenho dito
Carinho dado,semeado,cura a dor
e é bendito
qual é o preço de um amor?

Queria ter a moeda que paga
uma paixão
pra ver se amando consigo sair do banco
da solidão

Descobri que te amo
e te sinto como um maravilhoso ser
uma pessoa a julgar meu sentimento
como todas as que julgam quando me confesso

E que mais uma vez vai me fazer sofrer
com doces de amargura
e talvez um dia
azedos de amor

Num shopping de promoções
a vida de alguém tava ali em promoção
um amigo meu vendeu a mãe
venderam almas,prendas de carne humana

Vendi também naquele lugar
vendi meu nariz e minha boca
até uma parte da minha alma
sair pelo meu cu

domingo, 31 de maio de 2009

Soneto,sem rima,da solidão

Acompanhado nunca me senti mais sozinho
E sozinho tinha mais imaginação
o vazio da solidão é o mesmo
só que mais forte

pulsa no peito,no corpo
arde friamente
dói
ser

Um narciso com o reflexo na água
e mais ninguém
porque ninguém será o suficiente
Alguém nunca vai existir

Sou orfão de nascença
sou assentimental
sou chama e gelo
filho da indiferença

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fim

Homícidio me lembra suícidio
Sacrifício da própria vida pra deixar outras vidas melhores
pra não cometer homícidio

Quero matar mas não posso,não é certo
Quero morrer mas não posso,todos dizem que não é certo
E me sinto como uma criança,que não consegue entender o que é o certo
satisfeita com a própria crueldade

De matar a própria mãe se necessário
de se matar em nome de algo maior
crueldade real é sempre melhor
que uma bondade idealizada

Sacrifício maior é realizar algo
auto-realizador
é usar todas as possibilidades
acabando com todas elas

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O problema(parte 1)

A dor de perder um amor
às vezes é a dor de perder um amor que nunca se teve

A partir dessa frase de cima,posso escrever histórias,livros,odisséias,vidas,poesias
Dores.Dores que não passam e que ficam pro resto da vida,um amor pode ser tudo,pode ser uma mulher,um parente próximo,um cão,um problema próximo,uma dor.

A dor que não te deixa dar o próximo passo,a dor que dói mesmo quando não dói.
Ela pode até não ser A dor,mas dói sempre,pro resto da sua vida,mesmo você não tendo vivido nem 2/10 dela.É a dor de ver que você não é o que poderia ter sido,por diversos motivos.Por perder a perna,por ser baixo demais,por se sentir limitado por algo que se fosse resolvido faria você poder atingir seu potencial máximo.
Mas enquanto não se resolve o seu máximo só pode ser 10%,você fica na mão do problema,você não vive o problema,o problema vive você,ele anda por você,é ele que te carrega na rua quando você já nem sabe mais como se anda,ele vira seu carregador.Até porque,já que ele tá te destruindo pelo menos o seu corpo ele tem que carregar,pelo menos o seu rosto ele tem que deixar limpo.

E você vai ver esse problema fazer amigos,vai ver seu problema com seus familiares e você estará sozinho,mas mesmo assim,ajudará o problema a progredir.Vai o problema ficando com a garota que você devia estar ficando,e vai rir de si mesmo,vai dizer que não merece,e sim ele.
Vai ser pisado e ficar sem voz,a voz do problema é a sua agora,você não tem mais o direito de falar,não tem mais o direito de viver.O problema vai pegar seu dinheiro,pegar sua mãe,vai destruir o seu pau,e você vai estar lá,fazendo a única coisa que ainda dá pra fazer:observar.

Dia-a-dia,ano-a-ano

vai fazer planos,ter desenganos sobre tudo

vai morrer e ressuscitar,se transformar nos olhos invencíveis,impossíveis de não ver

e aí
quando você voltar,quando finalmente conseguir

vencer o problema

Vai gritar:

Nasci!

domingo, 17 de maio de 2009

Espelho

Pela primeira vez na vida gostei de mim no espelho da minha alma
Gostei do que vi,do que senti
mas era só eu ali
no fundo achava que nem gostava
mas no fundo só achava,não tinha certeza

Nunca vi uma história tão louca quanto a minha,ia pro recreio na infância e não falava com ninguém.Quando jogava futebol de latinha sempre perdia,sempre era ninguém.Me acostumei a ser ninguém,eu até gostava de ser ninguém,eu não via mas eu como sendo alguém,só ninguem.
Eu cresci e me tornei mulher com essas convicções,chorei quando vi todas as reações,quando vi que todas as reações correspondiam a uma ilusão.

No auge da minha percepção vi que era uma complexada,era uma mulher média que se achava feia,era uma sereia que se pensava baleia.E depois pensei,qual é o problema de ser baleia,elas também evoluem na alma,talvez até mais que eu,mas eu havia criado um outro corpo,um outro rosto,havia criado um

filho
Um filho meu que não era meu.
Era filho da Ilusão
Solidão bateu e doeu quando perdi meu filho,perdi meu eu personal,meu filho imaginário
e nasci de novo
nascendo à primeira vez
perdendo meu filho,nasci pra criar outro
nasci pra ser mulher pela primeira vez,pra ver minha mãe pela primeira vez,pra sorrir pela primeira vez,pra gritar pela primeira,urrar pela primeira,sonhar pela primeira,tranzar pela,calar pela,sonhar pela
falar pela,andar pé
querer p
ser

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Buda Urbano(parte 1)

Outro dia acordei e perdi a vontade de sorrir.De vez em quando sorria,mas não sorria muita vez,sorria uma vez ao dia.E de repente acordei e eu já não saía.Dava uma saída ou outra pra comer sozinho em alguma lanchonete ou pra matar a saudade da comida japonesa,mas voltava pra casa.

Dei o nome praquilo tudo de apatia,e três segundos depois vi que não era,porque eu ainda sorria.

É engraçado,só por que eu parei de sair eu achei que tinha que ficar triste,mas até ali eu não percebera:nunca fora tão feliz em minha vida.Nunca me senti tão em paz.

Até que um dia pensei:Será que que estou reprimindo?Mas quatro segundos depois vi o erro em meu pensamento,porque eu estava sorrindo pra um estranho.

Estranho,achei estranho como qualquer um eu acharia.

Mas não era nada estranho.

Eu estava mais próximo da iluminação.

Eu era Buda e não sabia.
Meio presunçoso,não?!Eu também achei,eu também achei...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Mousse de Maracujá

É engraçado como Dona Íris,minha vizinha,gosta de ser chata.
Aparece lá em casa,diz sempre as mesmas coisas,enquanto fico olhando seu vestido,os detalhes do seu vestido,olho a parte do peito e vejo que tá caído,peito caído me desconcentra.Por que ela tinha peito caído?Por que eu olhava o peito caído dela?Por que o peito dela olhava pra mim?
Fui trabalhar,e como o trabalho é chato tenho que olhar pra vários corpos diferentes e estranhos!Nunca vai uma gostosa,só gorda!To cansado,entediado!Se existe alguém mais entediado que eu sou eu.Se eu existo só dois de mim pra deixar minha exist~encia mais entediante.Mas eu percebi que não existo.Quem existe é esse tal dealter ego,esse eu eu nunca vi,só vi meu alter.Mas pelo menos ele deixa minha vida segura,tediosa,mais segura,ganho meu pão...trabalho razoavelmtente....tenho meu tempo pra dormir.Tudo bem,não tenho uma vida,porém vou vivendo a vida que eu não tenho nos filmes,no teatro...
Ah,como eu entendo de teatro,sempre quis ser ator,mas Maria não deixou,queria que eu fosse engenheiro,eu falei que não,ela morreu,matei-a,e nunca mais quis saber de teatro nem engenharia,minha vida é viver tentando não atrapalhar ninguém,sou um meio do capitalismo,vou viver sem pecar,pra que Deus me perdoe,matar minha mãe foi impulso.
Quando saio do trabalho vou pra igreja,olho pro chão,procuro uma saia,olho pra cara do padre e não entendo porra nenhuma do que ele tá falando,não entendo nem por que to ali,só sei que quero perdão,tirar aquele peso,não vejo nem mais sentido na vida...

...só vivo por causa do meu mousse de maracujá no final do dia,todo dia eu como mousse de maracujá,10 por cento do meu salário é pro mousse,esse é o sentido da vida pra mim,meu nome é João,meu nome é mousse de maracujá

sábado, 9 de maio de 2009

Rap do sono

Sono
falta de concentração
fecho o olho e durmo
acordo não tenho opção

Acordo as 9h não tenho tempo pra pensar
estou no meio da aula
a professora a falar
escondo acordado a opção de pensar
e durmo noiado de a professora escutar

Meu roncosilencioso de aus~encia
meu canto charmoso de entrega a sonolência
cabeça caída no meio da mão
o pé,no chão,não tenho opção

Não tenho desejo
não tenho necessidade
não tenho ensejo
não tenho vontade

Só durmo,desmaio
caio no chão
o sono vem
sem opção

Me conta devagar tudo o que ocorreu
que ele dormindo não era
que eu acordado não era
o que era realmente eu

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Inocência

A Inocência é bonita
como é sedutora num homem
se o homem sabe de tudo não conquista ninguém
se você sabe de tudo você não conquista ninguém

Eu não sou inocente,nem sedutor
sou um mero conhecedor de tudo um pouco
consciente de tudo,sou um sempre atento
um sempre tento a mulher perfeita

Um ignorante de nascença
que fez do conhecimento doença
tornou a ilha da inocência
um tesouro a ser achado

Inocência perdida
Inocência achada
Cadê você
Minha inocência roubada

Inocência achada
Inocência ilhada,traçada de cicatrizes
que criaram raízes e fincaram seus pés em meu pescoço
fincaram raízes em meus vasos sanguíneos e neurônios

Inocência traçada errada
partindo pra viajar na Urca muito cedo,ficou presa lá
em frente ao cais,perdida,procurando o Roberto Carlos
que eu nunca achei

Inocência de alguns viciados
dos que acham que vivem,vivendo em em computadores
das mesas que caducam e acham que tem pés
dos Josés Marias perdidos pela rua

Das esquinas das prostitutas
como é bonita a inocência das prostitutas
a inocência das putas
é mais bonita que a minha

Cadê minha tia
cadê a tia pra me dar um doce
quero correr na rua jogar queimado
brincar de circo,de lutinha com meus primos

Cadê meus primos?
quero sobrinhos pra brincar então
não tenho sobrinhos
cade meus sobrinhos porraaaaaaaaaaaaaaa???!
Quero meus sobriiinhoos!!!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Como o mundo é bonito

Como elas são bonitas
como sou lindo quando penso nelas
como elas são lindas quando pensam em qualquer coisa
me apaixonei por todas as mulheres do mundo

E qualquer coisa é bonita
essas letras,uma xícara de chá
as peças das canetas e
as pernas de uma mesa de bar

O que seria do mundo se não fossem elas?

Ostento

Sim
a vida é suave
como a vida de uma borboleta
é mesmo uma fresta de sentimentos e sensações

Somos uma festa de bebê
chá de panela
brincando com nossos brinquedos de guerra
e dinheiros

A minha diversão é criar a diversão
divertido é ser divertido ser-se divertido
verticalizar sombras de sentido

a vida não tem sentido
nós é que damos o sentido à vida

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hidrante da Infância

Vi o garoto no chão
o baixinho da minha infância foi atropelado
quando vi lembrei do meu passado
e dos dias que passei por aquele hidrante

Ficava ali
Sentado em cima dele
brincando que o mundo era meu
levando as compras pro castelo

O mundo era aquilo
A rua do coco
a banca de jornal no final de algumas ruas
a padaria,o flamengo,aquele lugar desconhecido(centro,Botafogo)
Irajá e o catete

Minha vida tava presente
Lembro pouco daquele tempo
tinha raiva das meninas
caía sempre de bicicleta

Gostava muito de esporte
era viciado em video-game
sou viciado em video-game
ainda sou criança
ainda tenho raiva das meninas
e cada vez mais volto a ser o que era
na infância

terça-feira, 28 de abril de 2009

Corujão de poesia


Lembro que ouvi,recentemente,há uns meses de um amigo pra começar a escrever poesia

e cá estou a escreve-la

e fui chamado também para esse grande evento que é o corujão da poesia,todas as terças feiras:
Aí nessa imagem,vocês podem vizualizar o tamanho de minha felicidade em meu sorriso,em estar presente neste lindo evento,com a companhia de Taiyo: limitedapalavra.blogspot.com e Goreki: somesentido.blogspot.com,dois grandes amigos
Estão todos convidados!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nada que aconteceu...

Tudo que já aconteceu
não aconteceu
Acontece
Agora
Momentos novos se repetem
nos que passaram naquela hora
nada aconteceu
Acontece
Agora
Eu nunca ouvi funk antes de ter ouvido mil vezes
Eu nunca ouvi samba antes de ter ouvido cem mil vezes
Eu nunca sonhei a não ser com vinte anos
eu nunca nasci antes de nascer de verdade
To nascendo pra realidade
um brinde à saudade de viver a vida que nunca foi vivida
um brinde ao passado torturado
às lembranças sofridas
ao choro misturado
à emoção contida
um brinde
à luz
Tudo que aconteceu não aconteceu
Nada que aconteceu já aconteceu
Acontece
Agora
Misturo vento com ousadia e aurora da madrugada
felicidade boa é felicidade dada pros outros
assim como um biscoito
que agente dá mesmo com vontade de comer
Assim como um amigo que não tem preguiça de fazer
o que quer que seja por você
o que quer que seja por saber
da verdade
por ter sido criado com amor
amor-luz que se expande
que tira do nada e dá pra tudo
cria o mundo
e não cobra em dinheiro nem em cartão
como a solidão faz

sábado, 25 de abril de 2009

Um pudim e um côco

Quando peço(penso) que perdi você,você volta
volta nas palavras da minha reclamação
volta nos vãos das idéias de você não existir mais
você está aqui,está em todo lugar!

Você está

Quando vejo um sorriso,uma indignação
você está ali,você está lá
Está em todos os lugares
nas ruas,casas,mares
está na ausência de você
Está em todas as moradas
nas ruas,casas apagadas
e na voz que ouço e te faz nascer
Quando prevejo a sua entrada te deixo,entrar em mim e te escrevo aqui
quando sento aqui pra escrever e forço,você não vem
você vem quando quer
você quer quando existe
você existe quando?
Te espero nas esquinas,nas calçadas,nas meninas do Pedro Segundo
se te vejo não és minha,se te pego sozinha ai
Aí és por um breve instante
sai,sem que eu note quando foi
Não sei nem quando vem,
não sei nem quando veio,pela primeira vez
não sei direito o que é
sei que não tem forma direito
Te espero nas calçadas,nas meninas do Pedro Segundo
mas quando te espero mesmo é nos domingos
aqueles domingos vazios e cheios
com muita tividade e ao mesmo tempo com pouco
muita volta e saídas,mas ao mesmo tempo tranquilidade
você esta ali e não está
possuo você e não possuo
mais não possuo do que possuo?
ou possuo mais do que não possuo?
Te conduzo,meu poema?
Te faço,te caço?
te forço?te mato?
te trato bem?
te como?
te cago?
te asso?
te cato?
te mato?
meu bem?!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Delicadeza

Fada de contos já foi adulto
Viagem no tempo ainda é adulto
a única coisa que sempre vai ser criança sou eu

Esferas de sentimentos bonitos
gratidão entre amigos exposta
todos um dia serão contetes

São tristes alguns momentos
murchos em seus leitos por preguiça
são caros pro corpo às vezes,doentos
cavando a menina criança do peito da pureza

Encontremos a virtude trabalhando há muito tempo reprimida
e talvez o perdão,talvez a memória,volte a existir
talvez até o homem sem passado
volte a sorrir

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A poesia tenta descrever o ser humano número 1

Sobre nada falo aqui
e por isso mesmo presto que não preste atenção
presto o resto do tempo,atenção a você
eu

Não é mais você ou você que me lêem
sou eu a poesia que leio vocês
eu como vocês por que cansei de ser comida
eu ouço,e não cansei de ser ouvida

cantem pra mim,eu olho
reclamam da falta de poesia,quando nunca reclamei da falta de vocês
mesmo quando faltavam pra fazer poesia
mesmo sem cria
eu vazia

E sobre o nada deixem-me redobrar-me
olho cada um nos olhos e analizo cada olho cada cara
analizo na rigidez da análise do espelho
que marca um conselho sobre a métrica da simetria da estética

Com iso porém não desaprovo nada
não digo nem sim nem não
observo apenas
e sinto-as sem julgamento

Escrevo a poesia sobre vocês
E assim ela começa:

Sou um apreciador,leitor,escutador,crítico
de arte
venho de qualquer parte
nasci em qualquer tempo

Tenho sentimento ou não
sou um todo,uma unidade
não poucos ou muitos
sou variedade

e observando compreendo com o tempo
algo que não compreendia a metade
poesia com o tempo é nada e é tudo
o vão que se cria entre eu e o mundo
também

terça-feira, 21 de abril de 2009

Raiva

Raiva não é subir de elevador
Raiva é subir de escada
com a perna quebrada
até o sétimo andar

Raiva é amargo
é um quatro querendo ser quarenta e quatro
presença forte no corpo e alma
é felicidade embrutecida

animalizo-me porra nenhuma
o que digo é me animalizo
com raiva não tem português,nem Inês


(QUE SE FODA A INÊS)


QUE SE FODAM
os foda-ses


A raiva controlada ainda é raiva
raiva atravessada ou então aquela que nasceu controlada
por falta de motivo
ela vira riso
vira raiva controlada sem querer
sem controlar
controle sem remoto

TERRA É MOTO

TERREMOTO

FODA-SE O CARA QUE CAIU DE MOTO

sábado, 18 de abril de 2009

Its a little game

awake
with sound of wakening
of the plate of morning
taste of a jorney
before i fall into sleep
into the ship of dreams

lightning
rathering you
and all other dreams
that i dream
when im awake

My jorney is to be free
thats my will
free will
going to my home in your taste
in your home,not waste
of time

of mine
precious gift of life in my body
energy yang-yin
excessive yang

two sides
one side heve the other in the middle
one middle have the body of all the other in the space
besides your faces

maces
sword
shuriken
ninjas in the forest
in the midle of rain
searching for poetry

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Preferem voar

Teatro,atores,pessoas,seres humanos
homens,mulheres,batom
beleza,Afrodite,cavaleiros do zodíaco
músicas melódicas,sons,sois

Uma duas apaguei sem querer o que escrevi
achei engraçadinho,e não ri
uma duas às vezes três
às vezes duas

Sombra e água fresca,Tv pirata
comida flambada na cachaça
na improvisação
no não do talvez me peguei num sim

Do dia que me fez mais feliz
O dia,Jornal do Brasil
do cd do Milton que é do mundo é de Minas
e de um monte chamado Phyton

Aeroporto do meu pé
é o meu sapato


Os aviões preferem voar

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Será?

O cara tinha sete(sérios) problemas
será que ele não percebe o fundo do poema?
que não eram seus problemas
E sim a causa/dilema
Eram sete re(metendo) os sete pecados
Estados capitais,pecados estatais
Capitais capetas
(pecatais)
Tazmânia do Taz
chega de rima
quero um troco
quero esboço de um bom poema
Algo que valha a pena que me toque,um som
Qualquer coisa (que não seja) indiferente(ausente)
Sono quebrado=sei lá o quê
o significado a maioria das vezes é o que você

Caderno de faculdade

Travessia curta de pensamentos me invadem de manhã
Misturo ânsia com medo
Lembro do gosto de avelã
Sinto uma força vã
por trás da pele

Pela pele sai a pele
Pelo sim digo talvez
Solto ar de paredes brancas
Casas,ashtangas
Movimentos de papel paupáveis
Movimentos agitáveis
Medo de treinar o que progride
E um pouco de medo do que insiste
Esta manhã é de segunda
Segundo ela é segunda
porque a primeira não existe
não persiste
aquela primeira brincadeira
Descanso manso a doença me deu
Retiro manso no campo
Judas Santo Tadeu

terça-feira, 14 de abril de 2009

Questões

A salada de uma vida pode se emaranhar com a de outra vida,

mesmo essa outra vida sendo a mesma vida?



Se você for ver seus antigos eus,se você os visse

seria capaz de reconhece-los?

Chegaria a pensar que voltou ao passado?



E se não os visse na forma,mas sentisse que são eles,aqueles eus?

E se algum deles quisesse entrar guela abaixo e você percebesse que é tão forte que nenhum deles consegue?Sentiria pena de seus antigos eus?Iria entrar em alguma crise existencial?

Iria conquistar tudo aquele que pôde ser conquistado mas que não foi conquistado por que você era um antigo eu?

Você é um novo eu?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Frases soltas no ar

Frases soltas no ar
são melhores que versos rígidos
são menos frígidos
na sexualidade da poesia
Na teia de acontecimentos vísiveis há maresia
e muitos barcos velozes
há contradição de vozes
em meio ao mar e a lua
sim
pra você foi um sim
sem fala de falado
escritado um sentimento
excretado
Porra
onde estou
que mundo é esse?
Subversão da inércia invertida
da Estamira,do esperto ao contrário
da fratura no braço imaginário da economia
no mundo Brasil pátria que me pariu
o mundo cagaram na minha cabeça
Mundo Cagaram
em vez de planeta Terra(guerra)
Obama(chama)
o socorro

domingo, 12 de abril de 2009

Somos na tempestade de acontecimentos
um

São todos um nessa nevada de arrependimentos
nos cais do porto vazios chuvosos
nos centros urbanos caídos em reflexos de poças
somos todos...

um

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Me dá o troco

Me dá o troco da moeda do corpo
me troca o corpo por moeda

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Conturbação

Nas ruas gestos
versos
algo que não lembro
boca

Pessoas em bares
em volta de discussões
em casas mães brigam com filhos
que querem vender o apartamento

Discussões que atrapalham/criam
esse poema
triste poema alegre
gosto de nada
de teia de mel morto

A cidade de Áquila,que todos pronunciam Láquila
já tem mais de 200 nortos,250,300
criticaram a estrutura dos prédios
tédio

CPI
CPU
PC Windows Vista
Pucei o meu pra vê

Como tem bares hoje em dia nas ruas
em botafogo,no final da Voluntários
como é perto da Uerj até aqui
do porto até Aquarius

terça-feira, 7 de abril de 2009

Da passagem pro outro lado

Acontece que ele só queria amar
pra que o corpo se a alma já se foi ??

passou a vida cultivando ódio

Olhando agora viu o tempo perdido
caiu de cara no chão
viu que tomar um não,era nada
não era nada

Tomaria não de casquinha agora
sentiria suas vontades com vontade
marte,júpiter,e os planetas
cometas no espaço intergalático

Tudo agora era uma grande vazio
um náutico fosso de fim

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Dor e sentido,olhar

Meu olhar é amargo
é olhar frio,na verdade quente
de raiva
olhar do filho com raiva da mãe

olhar profundo,louco,enfurecido

O olhar é um ponto que destrói os outros pontos
é a peça chave do funcionamento da máquina ou não
É reprodutor e reproduzido
vítima da sociedade
é pureza
fragrância
enganação

Sentido e dor não andam juntos
na mesma constelação

Dor e sentido andam juntos
numa só fração
de segundo

Lap top

Sobriedade traz pra casa um amigo
ele tem um amigo também
flores,varanda
são crianças brincando
tarde de manhã

Dor nas costas se confundem com a infância
vento leve e morno com o tempo
sombras,a adolescência
computadores,a idade adulta
vulto de um mistério

Sério
repousa sua caneta na mesa
embala na digitação

quer um pão.

água.

E um pouco de solidão.

terça-feira, 31 de março de 2009

Limitedapalavra

Amigos

Vejam a poesia mais forte de suas vidas

aqui:

http://limitedapalavra.blogspot.com/

Taiyo

Um poeta,cineasta,ator improvisador,músico etc, amigo

que vê o mundo

como poesia

Sim...

Às vezes quando gozo,sou gozo
às vezes,outras,repouso
quando lembro de você
não me lembro de você

São tantas opções juntas que me perco
lembranças juntas de um passado próximo
são todas furtadas de meu cérebro
na dinâmica da corrida da vida
da roda da vida
do giro da roda

Impulso num crescendo
só eu
só eu
só eu

eu só

Chamas concentradas
pra darem espaço aos gravetos
e aos poucos fogo
fogaréu

É só o começo
um recomeço de tudo
é quebra da antiguidade fútil
e compra de material novo
ou junção de algo antigo com a novidade exposta
não é uma aposta,mas poderia ser

Agora viva poeta
agora viva!
Não desista da conquista
aventura é paixão

Sim

segunda-feira, 30 de março de 2009

Tentativa de desconstrução

Raiva e razão tomaram conta de mim
de súbito tornei você eu
eu mim, tu

medo de mim
mindo
força latente
pente

Chega de riminhas idiotas
mudo tudo a partir de agora

faço esses versos serem rimados
de uma forma diferente
agora tudo que é fardo,força peso
será positivo,uma maçã sem veneno

a e i o u
As casas de vovó
constroem hélices
que caem caindo i
os olhos olhosos
uvas

domingo, 29 de março de 2009

Aniversário de um dia

Sou cerveja e dor
yin e yang

Era estatural
agora escolho
minha neuro-associação

Escolho o agora
festa em uma casa
saudades revividas

Amigos
pessoas
músicos
poetas

brincadeira
força
velha
vidraça

sexta-feira, 27 de março de 2009

Somb

Quantas poesias vão sair de mim hoje?
me perguntei certa vez
quantas poesias podem sair de mim em um dia?
mil?Valeria a pena contar
se fossem realmente poesias
e não um feitiche da minha cabeça

Obscureça aquilo que não me deixar
pois poesia pura é alma
é sentir e cantar
expressar
algo que mais nada pode traduzir

como som bom
sou bom quando escrevo
me sinto humanista e animal uma espécie de vendaval
que traz o bem pras pessoas

sinto uma espécie de vazio se preenchendo em tempo de escuridão sem alento
como faíscas são
som
em realengo
sou muita alma pra um só
eu

soum
um somb
bom

Vem pra mim

Falta de vontade
vaidade
força de vontade
verdade

folha de árvore
Outono
Folha de mão
pancada
rajada de piano

mosca morta,passado
folha torta
sim
um sim

gota de orvalho
assim no
chão

casa da fonte,caos
Roma,Itália,o cais
como ela cai
bem
comigo

quinta-feira, 26 de março de 2009

Saudade estranha

Sem gosto,fonte
sarna cansada
não tem dor de cabeça que aguente
uma disposição contagiante

A falta de costume pode dar dor de cabeça
só nos primeiros dias
cansaço e energia
se misturam

gosto de nada
sem tristeza nem alegria
estranho gosto sozinho
sem a companhia de nenhum extremo

dá uma sensação de vazio
de ser só mais álguem na multidão
de ser um cotidiano
mais um cara

As coisas ficam práticas,duras
meio certas e erradas
meio tabalhador e dono de casa
as coisas andam desandadas,diferentes

minhas mentes são estranhas
meu corpo,meu rosto
meu som tá diferente
até minha poesia não é mais a mesma

Não é cisma
não é tempo ruim
é mudança que veio pra ficar
é movimento positivo com efeito colateral

Ah,ai ai
como sinto a falta de ser melacólico
de ser triste,de ser sofredor

terça-feira, 24 de março de 2009

Eu quis matar

Sabe
fiquei sabendo de umas coisas no jornal
umas coisas fortes

Soube também
da sorte de coisas que é a humanidade
de frouxas vidas cortadas da terra
de mudas roucas vozes caladas
reprimidas,aveludadas

Golpe certeiro e forte no rosto
porrada pesada de uma mão de cem quilos
é a notícia sobre a senhora que apanhou da empregada
a senhorinha enforcada me doeu o coração

Me fez sentir raiva de empregada gorda
da servante safada e puta
eu quis matar naquela tela de noticiário

eu quis matar

matar aquela puta
aquela vaca gorda morta

Porra nenhuma

A vida depois da vida é outra vida
Assim como a morte depois da morte
passaporte pra outra
é nascer de novo

Um ovo que vem depois da galinha
brota do chão,é uma planta
traz um cordão de felicidade e presença
barra de emoção

salto de gigante
moça saltitante
compra o seu capitalisminho
socializado

sinuca do dia-a-dia
furacão de Catarina
traz catarininhas pro meu ap
faz de meus versos um néctar de prazer

segunda-feira, 23 de março de 2009

Na paz

A paz
mora em minha casa
na casa que criei como operário assalariado do coração

Agora trabalho de graça
pagam nada,pra mim
sinto a energia fluir sem me cobrar nada

Também com bem se faz o bem
O bem vindo volta o bem também
tá bem o meu bem

O meu Zen

domingo, 22 de março de 2009

Âncorança

Eu não posso viver
eu não posso viver anymore
without you
eu não posso viver without you

vida
milhões de fragmentos juntos
são frações de vida guardados e/ou modificados
partes minhas explodindo de sinos dos orgãos
É a música que ouço agora

Aqui não sei o que escrever
apesar de estar explodindo de emoção e contentamento
chorando de felicidade
não sai nenhuma saudade ou alegria pra escrever

Só o agora

Aurora,vendo,arvora sentimento
música,piano,bolso
somos um só eu e a vida
a vida e eu

Entrar na faculdade ou na rua
me fazem me sentir o dono,ou pelo menos um sócio
mas um sócio bom,um rico honesto
um poderoso generoso

coração batendo mil batidas por minuto
fazem das línguas do mundo poucas
bocas e razões mesquinhas
pegam vinhas de uva pra comer direto do jardim da minha avó
do cão e da tartaruga que nem sei onde está mais

Vejo tudo,tudo ao mesmo tempo
não dá pra marcar ou classificar
sentir ou sentir mais,não é quantidade ou qualidade
ou tormento ou paixão
furos riscos dores risos solidão
não tem mais motivo ou não ou sim ou não
é a vida simplesmente
simplesmente
é

É a semente brotando
o passarinho cantando,aprendendo a voar
depois de anos sem tentar
é a fera ferando e ferindo o sentimento de ousar
dos cantos e mundos feras e fundos,princesas
é o sorriso daquela moça naquela mesa
é a ponte do rio que cai
quando voce é criança

É
espe
rança
herança

é
issoé
vidança

sábado, 21 de março de 2009

Meu pulso pulsa

Sou loucura,sou saída
minha droga é perseguida
é poesia,agora sei pra que a vida
sei porque sai vida da vida sem poesia

Sem fragmentos contentes de intuição
Jorro,interrupção da lógica maldita
da maldita lógica maldita
maldita e chata

pregada na palavra matemática
dos versos contas e estrofes simétricas
postas na régua da idéia cibenética de bits
os vinte bits da entropia
não é assim que se faz poesia
não é assim que se faz amor

Não é assim que se faz vida

assim se faz cocô

sexta-feira, 20 de março de 2009

Enchente em São Paulo

A geladeira virou um barco na brincadeira daquele menino
Menino que parte sem remo
Azulino,da geladeira da água
do balde e amálgama

Tem uma coisa nesse menino
uma criatividade inerente,poente
Algo que ninguém tira dele,um presente
O presente

O presidente vê esse menino e diz:
Eu queria ter sido ele
a Lula do rio também avista o oceano
o mundo não é plano

e nas correntezas e correntes
divergências e divergentes,na política
existem chamas de faísca líquida
existe pó de semente

O garoto planta a semente
pra felicidade
pra politicidade
pra veemente mente de seu coração
pra ele que não teve não
e só sim,em sua realidade
proeminente

O garoto é a semente
O garoto é a semente

segunda-feira, 16 de março de 2009

Teto casa

Poesia
feita de momentos
traz momento por momento um invento ou dois
são melodias,prosas e harmonias
momentos de melodia
a sós,sois

Altroz
fossa divina de revanche
traz avalanche de sonhos distantes

Força de prosa de romance
cata o alcance resistente nos corações
no calor das emoções

Divinas lamentações
trazem afago e afeto
mãe,pai,filha,filho,neto
trazem distinções de dialeto

Família em desafeto
roupa de analfabeto
roubada no botequim por Beto esbelto
Teto pra morar na casa

Quero teto pra morar em casa

domingo, 15 de março de 2009

Da queda

Da queda
que me fez levantar e exercitar o reflexo
se não fosse a queda não haveria reflexo
e sem reflexo não tem subida

Sem saída aquele que é sem queda
a não ser esperar sua vez de cair
para subir
e subindo ele vai cair
para subir

O homem constrói a sua ponte com a madeira do sofrimento
constrói o próprio tormento com o poder da imaginação
a criação,também pode ser pro bem
supre o real e come o otimismo

Abismo sem falha traz em batalha com o vento
um sentimento de luz que a cristalização do tempo
torna tua a alma cava
do coveiro que de morto ja entende

Tuas tras mais nuas pra cá
e cás de casa coze calhas
com coriza calha bem
caratada,caralho nada
coroinha traz o anel pra coitada

Pra queda da queda ser queda
faz a subida ser subida e não caída
querida torna-se fada e voa
torna-te trolha e tampa o resvalo
traz o sapo que quer virar princípe

Chafariz duzentos aros
fornicou a água pura da praça
formada de tempos em tempos de sensações e sentimentos
sombras,luz,ventos,forças ocultas
diminutas em contínuo som
em contínua asa se faz a casa,se faz o templo

Também tenho sentimento
subo plataformas de raízes da reflexão
como nozes dessa árvore e então
trago novas sementes pra plantar
em solidão

Pagode-poesia

Alicate mate
uma casa tem o que?
sombras e vertigens de prazer
noites quentes e vazias
outras frias e sombrias
mar de asas pra solidão

E a vida é assim
eu sorrio para mim
e te vejo querendo ser mais,e aí...
vejo você se entregar
e o meu sol a te caçar
tuas luzes a ninar
eu

Sonho meu
sonho divino
como não ter,não te esquecer
depois de um sonho lindo

Sonho seu
casa do meu lar
casa da casa do luar
você é uma flor de uma cor que é da flor
você é o meu amor
o meu calor

No coração,essa canção
Na solidão,uma explosão

sexta-feira, 13 de março de 2009

Cana

Sou de pão,vão
o vinho da marquise
sou camisa Cleonice
dona da festança

sô caminhão de mudança
choro murcho de doer
carapuça mal vestida
para contra-te-poer

sombra murcha de dexixe
de fazer cara doer
monta cerca,ouxa vento
cavalinho a correr

pega o cetro e mete bala
faz a chuva moer
no moedor de alimento
no limpador de cana
faz da água sólido
e do sólido cana

Faz da cachaça meu tempo
eu não estou em cana
mas da cana bebo mermo
bebo sem julgamento
do tempo que ainda era tempo
de beber à vontade na cama

Faça sem julgamento
beba tudo na gana
que bebendo com o tempo
tu vai ganhando gana
tu vai gastando grana
tu vai perdendo tempo
tu vai sentindo o centro
que se perdeu já bacana

segunda-feira, 9 de março de 2009

Um passo

Ficar doente,com febre
em um casebre aconchegante,é elegante
é sofisticado,sentindo o vento batendo no telhado
com pequenas ondas de fogo no corpo

Como na profecia,o mundo está solitário
o mundo é doença
eu sou a cura
dessa amargura

Sou poeta frente uma fogueira
rente a filmes antigos bons
me sentindo menos um na multidão
fã do isolamento

Frequentador de festas
desobedecedor de disciplinas de vez em quando
e como,em um segundo,vejo toda minha vida,agora?
será a hora?

Como não percebi todos os lances de escadas por que passei
e todas as mulheres que olhavam pra mim neles
e os empregos e coisas que a vida me ofereceu
como era tão cego?

A vida é um raio
bate na estrada atrás do carro
e nunca mais volta a dirigir

Um traço na curva
que olhado do retrovisor
só se vê o rastro

Um passo
é muito curto no mundo

no mundo esse passo já passou

sexta-feira, 6 de março de 2009

uma qualquer

Um quarto de menina
parecia só um pequeno lugar inocente onde nada havia acontecido
quarto rosa,indecentemente usado por sua dona crescida
era a comida do dia:carne moída

No mercado mundial de lixo,ela comprava os mais caros
tinha história,tinha glória
uma glória,agora,fingida
soma de contemplações burguesas

estrutura maruesas e os jovensinhas levando tirinhos na cabeça
o metal de moer vidro traçava cacos de rodrigo
de panela,canela,a moela era uma vela
e tudo contido naquele era de mentirinha

quarta-feira, 4 de março de 2009

humor com alguma coisa

Úmida sensação do humor
tranquilo relaxamento e acomodação
estudo comôdo de suas interfaces,sua graça
humor às vezes vem só de pirraça

É vício como toda arte
sombra fresca parada numa tarde
sons de inverno,carinhos ternos
humor te dá a sensação de moderno

Monte Fuji,Taj Mahal
lugares belos lembram as piadas
lembram as risadas em lugares distantes
rumores próximos de humores distantes

A poesia do português ainda não ganhou da sua piada
farto de tanta zoação Fernando pessoa se revelou
e até na China sua poesia se espalhou
fazendo de cumprimentos uma risada

sombreio esse meu humor sombrio
tento falar sorrindo pras essoas nas ruas
pois minha voz muitas vezes sai obscura
e a pessoa pensa que sou mau

Falo sorrindo como num comercial de mercado
ou da casa e vídeo
construo um castelo/subsídio de exposição
me tirando do conforto da seriedade e constatando o poder de minha vontade

Da decisão
quando decidido uma decisão não há um pão que não se coma
não há um coma de que não se saia
nem uma saia que não se conquiste
não há limite

sorrindo,cantando,gozando
aaah,vibrando
pega a murchidez bola murcha e come o papagaio na porrada
trava o confronto juvenil entre você e uma piada

terça-feira, 3 de março de 2009

Eu tinha

Te conheci como?
nem te conhecia
eu sabia que era você quando te via
e sabia que você não sabia que era eu

Quando fui eu,você percebeu e eu não
só fui perceber depois de alguns dias
você se apaixonou pelo chão de minha imagem
e assim como demorei a viver,a percepção disso não se diferenciou

Você se apaixonou
eu só sentia solidão e te achava vazia
você criou um mundo da sua paixão
eu me surpreendi
e aos poucos me cedi
à essa ilusão

Ilusão farta de sinais que eu não vi
soma de olhares,carinhos,beijos,tramas
poucos dias de pavio curto,dias sinas
e eu me apaixonei

E demonstrei
demonstrei mais que minha paixão,aumentei como um poetão
e te enganei,me enganei,enganei o mundo
você sumiu,eu chorei,a cicatriz,o rastro
foi profundo

E disso tudo tirei uma lição
sou minha dor e experiência
o preço de não ter você é uma penitência
e eu tinha que passar por isso
um dia

Eu tinha?

domingo, 1 de março de 2009

Mil socos

Bestialidade
soma de socos no saco de pancada
sons de quantidade e força
sons porrada e mão fechada

Som do mundo,a raiva
fundida nos socos de porradas
sombras de uma estrada longa,chafariz de sondas,longas
longo e longo caminho percorri

Dores e dor eu senti em sombra em que não me vi
eu me vi,não me viram,me sorriram não pra mim
sorriseram sombra em mim
me fazendo raiva monga tela tola

Dito assim parece fútil,do fútil que realmente foi,do sol e luz que descenderam
escolheram um elixir folha diferente do que é o meu
e meu!
Mataram eu,mataram eu!

Se já estou morto o que mais pode fazer morte?
como vai me fazer passar do chão?
rio da sua cara agora,da sua foice,do seu corte
rio no choro que me criou no lixão

Corte meu pé,minha mão
te perdôo
corte meu sangue e meu pão
meu chão
me corte,e assim como uma fênix eu resnacerei
farei você mais forte e com sorte
morrerei em paz

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Poesia bêbada

Essa é a poesia bêbada
que é babada
ela é escorrida da boca que nem o álcool
e faz parte de uma coisa que eu esqueci pela amnésia alcoólica...

Droga
quero lembrar
bebi não sei onde
faço coisas pra escrever aqui

A vida gira em torno da poesia ou é a poesia que gira em torno da vida?
salpica
salpica essa indecisão
meu caro alcoólatra

Alcoolatras foram muitos
desde Getúlio,Serra e Lula
Chico Buarque,Vínicius e Tom
desde meus tempos de velho
no vento do bar discreto

Bêbado percebo coisas que não percebia
assim como o dia
percebe
coisas que a noite não vê

sons do mar que a gente não crê fazem parte
do dia-dia bêbado indiscreto na solo-arte
de viver sem projeção no tempo
sem cara de quem te vê
te viu

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

É suícidio

Farto
desse jogo de absurdos
preferi o absurdo real
ao jogo falso

A sensação de amasso na cavidade central do cérebro
com esmero ateu-se em uno com o coração
e o múltiplo que virou uno criou uma constelação
própria pra vingança e herança

Solto na vida faz o que quer
escravo da liberdade ou da prisão
onde haja paixão palpite
requinte da solidão em dias de chuva

Sopro da irritação causando uma receita
que constrói personalidades
e dilúi cestos de vontade
barracas de presença pisada

Alma penada
que ocorre ao mundo traz defunto
socorre o certo que quer o errado
traz do oculto sagrado o pecado
e do pecado o perdão

Solidão não
foge o rapazinho dela
foge tentando uma aquarela tentando a arte
qualquer pate que precise de inteligência
até perceber...

que a coragem fala mais alto que o mundo
que o coração é coração de vagabundo
e que a solidão já sofre por ele
em cima do edifício

Pula garoto sem hesitar
a coragem não tem hesitação como a inteligência
nem clemência,a coragem é urgência
penitência é suícidio

soma torta de casos de homícidio
tortos no nariz do defunto amassado no chão
tudo torto nas veias,matrizes,razão
casos da vida alheia

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sonto torto

Torno à tona
pro mundo a minha felicidade
Retorno pro mundo de novo
das fontes da saudade

retorno à liberdade de sofrer de amor
porque a dúvida gera liberdade
pelos caminhos das invontades e imposições
importadas pelas mentes da gente
ou dos corações

e a verdade do ninho da verdade
a saudade do ninho da saudade
a verdade saudade da vontade
fortaleza da vontade,o desejo de pedrejo de prazer
fazer

deixar por fazer ou deixar pra fazer
fazer pra deixar acontecer
sofrer por opção sem optar um coração
faz diferença um sim ou não?
talvez...

Faço questão de amor
e questão de saudade
faço questão da saudade,do fogo que mais uma vez arde

E mais uma vez chia
e mais uma vez sofre
mais uma vez morre
e uma vez mais morde e bole
de bole-bole de mentira ja me enchi
de joguinho de fazer tu engolir outras palavras
palavras avras que não são dadas e sim compradas
são adadas adada-adas
adesivadas
madas
fadas
som

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Absolut

Estruturei
estruturei um método
quer dizer
fiz uma espécie
ou estrutura similar

E aí
agi em cada uma delas
quer dizer
agimos e mudamos
em métodos diferentes
ou medos,ou manipulações
ou soluções

Quer dizer
viveram as canções que foram escritas e cantadas
e passadas na ação,contradição de diferenças
sentenças curtidas com respeito

O que uma garrafa de absolut não faz
em tais lugares
ressacas regulares
manchas,dores nos orgãos
e radares

Quer dizer
cadê a memória dos palmares
dos estudos de história
dos tempos em que derrotas eram derrotas
e problemas poliglotas?

Ou samba,ou funk
mancho sangue de padeiro
no terreiro,em salgueiro
carnaval
um carro vinho no varal

Um sonho louco no varal
o ponto fino,vendaval de idéias
francas batidas de corações amigos

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Fui

Fui
saindo
de-va-gar

Curtindo cada segundo
antes de zarpar
no mar

Fechando as narinas pro mundo
sentindo dores nos punhos
socando sacos de areia
na diversão

Ouço uma melodia ao fundo
que acompanha toda a metamorfoseação
de cada segundo,cada vitória
cada existir

Casca grossa sendo quebrada
surpreende a roda da'alma
a calma alma
solta nua

Parede amarela da montanha
folhas mato são meus avôs
me curtindo ali de cima
desde novinho

e assistindo o indo e vindo
fostes e istes semeado
atividade e ativizado
agora,agorado

Cachorros eu sou
sei falar com eles
lato em chinês e alemão
assim compreendo o mundo cão

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Funcionários do governo

Cal,feto afeto
largado de rato na rua
eleito o pato na tua,minha
copacabana palace

rua do cara que mora nela
me chamou pra pagar o tributo,o pedágio
por estar a por ali andar
eu dei minha moeda

Foi criado a proteção ambiental da cidade
botaram um número grande de nego
pra cobrar a tarifa
governamental

A maioria é negro
e tem pouca roupa e fede
não entendo por que o governo deixa desse jeito
os pobres negros

Negros pobres que não recebem salário
estão aí a cobrar da gente
porque o governo não tá pagando direito eles/nós
eu na rua pedindo dinheiro
ele na minha casa
vivendo

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Loira linda

Saia curta,sombra de dúvida
sem,você era
linda garota
com calça
era

Bonita mesmo quando
a roupa era
saia e camisa
você

Boquiaberto
aos treze anos
somente esperto
depois

Sombra de dúvida era
sem,verdade
que safada
tarada

Loira e morena
fusão de mulher e menina
plena pressão
sangue,em meu
tontura

Zonzo de nervoso
e quando nervoso
calmo
e depois
com
você

Sorpura
poesia
procurando você
magia
na sala
de psicoterapia
loira

loira quente
sentada na poltroninha
gostosinha
me olhando nervosa
mexendo a perna
nervosa,dengosinha
perdida

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Amor que transcende tudo

Eu sinto
por suas palavras tolas
que entraram em meu cardápio
de palavras a não serem mais admiradas

Palavras,digo,atitudes
que não alcançam
e nem sequer chegam a tocar o alcance
do que é uma/sua plenitude

Entendimentos vagos do mundo não lhe fazem um guia turístico
e nem criam raízes sobre os países que leu
somente te dá conhecimento
conhecimento esse seu
que cabe unicamente
como referência

A constante presença de você em suas ferramentas é que fazem delas mecanismos
é que destroem abismos antes contruído pelas próprias
órbitas impróprias,que giram ao seu redor sem motivo aparente
transparente,a face antes oculta do problema
se mostra a você

E agora é sorrir
agora é distemer o que se temia recentemente ontem
ontemtemente temeu-se o que não existia
um enigma criado pela magia negra da mente
a semente foi plantada,e lhe cabia agora parar o crescimento da planta
e plantar uma outra,e regar com o máximo de água possível

Sugiro a água do amor
uma água que pensa muito mais nos outros do que em si mesma
aguenta o amor(água) que voltar
porque é só o que acontece
amor responde pro amor
e amor volta em direção ao amor

Amor amplia o sabor e direções do valor do ser humano
amor não é plano,e sim explanado
é mais que que um abismo de felicidade
é um grito berrado com vontade
no meio do centro da cidade

sábado, 31 de janeiro de 2009

Cristalina

Cristalina é minha água de pensamentos em você
e é engraçado pensar em você
pensar em ter você ao meu lado
pois seria loucura,talvez um pecado
não te ter

De pensar que você é tão diferente de mim
e tão diferente de outras
é uma das poucas
que me faz sentir assim
tão perdido

Tão sem saber quem é você
tão sem saber qual é o seu momento
meu tormento,nem existe
pois ainda não sei qual é a tua
mulher raiz,cristalina
nua

Como a árvore bate no solo
o sol bate em você
na água,me afogo
em você
engraçado

O fato de você ser um aquário
um ascendente
o que busco ser e ao mesmo tempo
escondia
por achar fraqueza

A fraqueza era coragem
a coragem era fraqueza
a fraqueza pro ego
é a bravura pro ser
prazer
de estar aqui
e saber,sentir
o que é
você

Até porque por trás da comédia existe o drama

Por trás da comédia existe o drama
por trás do drama existe a comédia
existem dois por trás do outro
que são o outro por trás do outro

Enquanto a alegria tem uma supeficialidade nela
a tristeza tem uma profundidade nela
como o ditado que diz que
por trás de um tigre velho
existe um dragão escondido

um velho tigre
um dragão
por trás
de uma canção
sempre tem o momento que a fez

as pequenas interligações e sensações
positivas ou negativas
que se fundiram
no fazer da poesia
fizeram a música

some tudo da areia com o mar
siga o mar e veja a areia lá dentro
veja o momento em que os dois se tocam
e alguns grãos não mais voltam

tem os que ficam e o mar que vai
tem os que vão e o mar que fica
somos um vão entre a vida e a morte
somos a sorte de um foi por pouco

Um:Ah,se não fosse aquela mão
somos um vão
aquele braço puxando
a ponto de ir pra vala
a vala some

o ponto finaliza sem ser ponto final
sem ser fatal o ponto esfria
a faca fia,o gato mia
a vida via pra vida
a vida via pra dar
mais vida

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sombra reativa

Aqui do nada
me deparo com tudo
Trabalho,sacrilégio,absurdo

Risadas nefastas
do cotidiano da manhã
à tarde sono

A noite a loucura
o tédio ou indecisão
ou leitura compenetrada
algum fluxo,radiação

Poesia escrita em 3/12/05

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Uma moça

Solta a sua lira
Sua cria quer voar
Por que tanto prende teu desejo
seu ensejo,de zarpar?

Solta a Âncora sem medo
deixa ela afundar
mantenha só seu teu segredo
mas saiba se revelar

Seus instantes são eternos com seus fluidos
ruídos,giros externos de seu corpo
energia a todo instante você prende
e assim ninguém,com sua magia
se surpreende

Deixa a onda do mar refletir nos seus olhos
faz a sombra do desejo se abrir
curta a vida sem receios
compre brigas,sem deixa-las te engolir

A vida te venera como ninguém
por que não se deixa descobrir
se deixa voar por aí
sem medo e sem travas
sem demandas,sem dichavas

Escondida não vai viver
te proponho o prazer
prazer da alma,da sua fauna
do gosto eterno da vida

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Santa casa

Sensações boas são lembranças das coisas
que eram barreiras
e hoje são força

Crenças fortalecedoras que pegam de surpresa
ativam a existência do ser
seu novo ser

Santa casa que atende necessitados
força,e mostra sua presença
fazendo-os esperar

Pessoas unidas umas as outras
por uma causa maior
um bem de estar
melhor pro mundo

Paciência e cautela
três,quatro,cinco horas esperando
e no intervalo de esperar
as conversas surgem

cada qual o seu problema conta
com almas a ouvir
qual cada um carrega
cabe só a si

O atendimento começa
pessoas saem sorrindo
olhando para um mundo
com mais magia
e lindo

sábado, 24 de janeiro de 2009

Cantando,canto...

Canto a canção de cantar
seguindo sigo
caminhando
caminho

Sorrindo sorrio
fazendo faço
montando monto
passando repasso

o caminho das pedras
pedregulhando o caminho
caminhando nas pedras
pedreminhando o cadras
ou as pedrinho

Enlouquecendo enlouqueço
Esfarelando esfarelo
cozinhando cozinho
congelando congelo

brincando brinco
na poesia tento
poesiando poema
trazendo tudo a contento

cadeira cadeiro
mesa meso
televisão televiso
confessando confesso

Que minha vida é assim
que minha vida é algo aberto
aberto e livre pra ser
um livro claro e perpleto
de perfeição

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cadê?

Sinto muito
por não saber sentir
não sou poeta
mal sei ouvir

Ando pelas ruas
como se estivesse triste
não sinto nada
e me identificam na tristeza

sou só um homem em meio a chuva
sozinho
sem sentimentos,sem ouvidos,sem vestidos e mácaras
sozinho
sem graça

Perdido nas ruas de copacabana
sem grana,sem raça
sem medo,sem drama
sem cachaça

Cadê?
aquilo tudo que acontece nos filmes
cadê o amigo que vem socorrer nas horas de solidão
cadê o amor
cadê...
cadê?!
cadê você?

sinto sua falta...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Chuva,cavaco

Chuva dócil sofre um sorriso
sorriso de quem vê nela esperança
de quem vê mais que lembrança
na queda espetacular

lembro samba no cavaco
sambo e sambo em meu suvaco
a ponta do sabonete

E sinto aquela paz de espírito
que só um dia desses pode dar

Casa vazia,tempo frio
sopro manso a me passar
rádio ligado na cozinha
quinta,sexta a me esperar

Aqui reaprendo,começo do zero
Esse poema é bem isso
É começo do início
A entrega ao que há

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

De saída

Hoje fica curta
pediu um amigo meu
escreve a poesia
escreve aqui pra eu

Assim,realizei seu pedido
e em forma de ouvido o guardei
em forma de escrita o escrevo
e sem forma o lerei

A forma do pão,assa
A forma do triângulo,três pontas e lados
A forma do compasso com um passo
vira a forma de um desenho

escrevo sem receio
de fazer falta no conteúdo
pois sem falta de zumbido
não tem nada novo pra ficar
pra aprender,pra preparar,formentar a sua mente
fazer da vida uma serpente,que quando cortada vira duas,e se moída fica crua
como já era antes

Antes de Dante
Antes distante
Antes de saint
Elefantes,pandas,pajé

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

confusão de pensamentos

fraco bate o ponteiro do relógio
fraco no tic,forte no tac
sinto a explosão interna de veias e sangue
existe uma bomba relógio em mim

Há muito já descrita em outro poema de outro autor
há muito conhecida de humanos
há muito destruída por humanos
em guerras,revoluções

violência gera violência
amor gera amor
violência e amor
são gritados em um tambor

amor nada tem a ver com o jogo de opostos
com o velho:te amo quando está aqui e te odeio quando distante
ele é muito maior que isso
amor é usar os sentidos sem pensar sobre as coisas
amor é ser

O ser é você,eu,a natureza
o corpo interior,é a alma
é fazer com que seu chi ou ki vá para o corpo físico naturalmente
pessoas de princípios podem não amar por serem duras
mas o que mais importa são os princípios amorosos

principiar
o amor
pelo mundo
finalizar
em estado
de paz

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Terça-feira educada

Um consultório
un momento
utopia de sentimento
educação

pessoas agradecidas
um mundo melhor
taxistas tranquilos...
Uau...nunca vi uma terça assim
tão quente e tão educada

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Braço

O cara andava pela casa

um dia o vento estava forte,a janela aberta
o vento bateu em sua reta
e a porta que bateu cortou seu braço

braço
cortou seu braço
que não era de aço,e sim de carne
que ficou amassada grudada com a porta batida

e vive assim até hoje
já se passaram dez anos
e até hoje seu braço é carne moída móvel
é o que atrapalha o cara de confiar em si mesmo

a carne moída atrelada a ele,aonde devia ter um braço
as pessoas não tinham noção de como um braço
como um braço,fazia falta
ele pagava tudo pra ter seu braço de volta
ele pagaria tudo

vendeu o carro
vendeu a casa
vendeu o corpo
vendeu a alma

ele queria o braço
ele queria que o fardo
de não ter braço
fosse desfeito

Você sabe o quanto isso é enlouquecedor?
sabe o que é não ter o que se considera básico?
de qualquer forma
valorize o seu braço
Abraço

Pequenas coisas pra destruir o mundo-parte 1

São coisas
que te fazem parar de crer
pequenas coisas que te deixam mais atento
pra momentos que talvez o melhor,distraído seja ser
algo não mais possível talvez

coisas coisas são ocas às vezes
forçam fachadas de tocas gaulesas
tocas Asterix e Obelix de desenho
que no real não têm vínculo com conteúdo,nem pernalonga,nem absurdo
foram feitos pra enganar mesmo

perna longa,sonda enforca
torta morte,peixe vivo,cozinha do inferno
ponha um terno e procure um emprego
procure um emprego e morra cedo,faça da sua vida o esquema trabaho-casa,casa-trabalho
procure um lugar que venda alho,pra cozinhar nos tempos vagos poucos que tiver

feira de frutas é bom pra saúde,fazer yoga também
dê preferência as artifialidades,principalmente àquelas que você prefere saber que são verdades
morra sempre em trivialidades,pequenas discussões fazem bem a saúde
perca a paciência por pouca coisa,aliás,nem tenha paciência,pra que né?todos podemos comprar armas,não podemos?

e então dez mil habitantes armados saem as ruas ao mesmo tempo
um deles mete um tiro na culatra
da própria mãe por ter pedido um favor
que atira no médico,por que no dia certo não menstruou
Toma tiro doutor,toma bala!

Um atleta se escala pras olímpiadas
com a negação,pega sua AR-15
e metralha

Sou um animal na cidade,por falta de morte
levei um tiro
virei metade

Que maravilha,maravilha,é um milagre do tempo!
A espécie humana se mata,como finalmente se predizia!
em breve sem eles(essa espécie nojenta)a terra estará segura
O planeta Água/fonte/vida/terra estará livre de novo
de nós

sábado, 10 de janeiro de 2009

Formento do momento

Esvaziei-me
em teu copo esvaziei-me
sem querer me deixei esvaziar
pelo sabor de teu vidro

o sabor de teu ouvido
em minha voz
algo egocentrico por um lado
e por outro veloz

tão veloz que nem penso
nem paro pra pensar
não sinto necessidade senão
de estar e sentir

de saborear teu falar e ouvir
sua riqueza em me deixar contente
ao redor de tanta gente
no meio de um mundo tão fulgaz

Aqui jaz parte desse sentimento
algo indescrítivel até mesmo por poesia
que é uma cria,não muito obediente
é gosto de estar feliz e triste
saber que o jogo dos opostos não funciona mais consigo

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Na fração da vida

Por uma fração de segundo pensei em desistir
por uma fração de falta de ação se pensa
por não agir o pensamento compensa
o espaço que ficou vazio

A mente engana e te gama
quer você na dela
te bota numa tela de cinema
pra você e seu orgulho ficarem bonitos

Ela confunde teu caráter
enlouquece teus sentidos
desfaz a poesia com o racíocinio lógico
te padroniza e encaixa para ter um padrão mercadológico

E a vida continua,e ela ali
te alertando e pertubando
dominando o seu sorrir
batidas de um coração?não...

Já é um motor

Sonata poesia

Triste fica a poesia virando sonata
mas a sonata poesia se torna
soma de dois universos próximos
som das letras,melodia triste

sona,tá,põe sia
põe Sia já na cama
Sia está com sono
e falou:me envergonho

Sia e sona,moram juntas
Sona tá na poesia
Sia põe uma sonata
pra tentar dormir sozinha

Triste fim
uma ironia
criada e filha
da mãe,que paga
o aluguel

São todas bem sozinhas
todas inhas em seus ãos
somos cada umazinha
com cada um do seu umzão

no meio quase sinto...
quase sinto uma valsinha
só não vejo tanta dança
porque aqui não tem
salão

é só um quarto escuro
sia,sona,o muro
escuridão mais sombria
eu,Sona e Sia

domingo, 4 de janeiro de 2009

Noite chuvosa clara

Tarde chuvosa
Uma tarde Tropical
friazinha simpática
onde se sabe pra onde se vai depois

As horas passam e eu espero
espero sem esperar
escrevo sem escrever
algo que é inevitável de acontecer

Perto da minha casa há uma montanha
há natureza,de ver feliz
chuva fina caindo sobre ela
noite chuvosa clara

sete e vinte quatro
ouço minha família
minha cachorrinha
e a televisão a barulhar

sinto a paz
a paz de álguem prestes a sair
com quem se quer estar
com quem se quer amar

tarde chuvosa me mostra o caminho
pois sua paz se equilibra com a minha
a chuva é esperta e bela
sabe quem está a minha espera
e faz o espetáculo pra mim e pra ela

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ao mesmo tempo

De repente você aparece na minha mente
mas é tão de repente que ela nem sente
não sei se ela sou eu
nem se sinto o que sou
quando você aparece,aparente
repentina
de repente

Perdido estou
ao azar da sorte de estar perdido
solto,entretido
vivo,exprimido
em alma tua

Em paixão nua
me sinto inserido
força crua que esmaga os sentidos
razão sem sentidos
emoção com razão
sofro de emoção
do inseguro do não
do emotivo do saber de nada

bola de fogo cruzada,mal acabada
entorpecentes tristes e alegres
ao mesmo tempo
desalento com alento ao mesmo tempo
você e eu
em sincronia com o tempo
ao mesmo
tempo