terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sobre este planeta...

Não há fuga
não há
concluí que desse lugar não há saída
ir só pelo prazer é inútil
é como querer ser algo que você não é
é como crescer e crescer pro lado errado

Não existe vida egoísta
Vida no egoísmo não é vida
é solidão sofisticada
um erro vazio,um sotão sem chão
a vida só é vida quando não é
em vão

Estranho pensamento que me surgiu de madrugada
mas o eu sem pessoas é igual ao nada
pode-se até falar que os monges são diferentes
eu ainda não os compreendo
sozinho não sou nada
nem um intento

Um filme poético

Estruturas poéticas pintadas em poemas
fazem um tema de um filme romântico
casas perdidas nos lances de escadas
trazem de volta o antigo século

Nuvens sorridentes,céu azul
tudo é blues,tudo é blues
estilos romanticos jazem no sul
deste,jazem no sudeste
neste este

verde,tudo verde
mata,sou da mata,sou macaco
sou animal da natureza
sou de aniz,sou de aniz
sou feliz

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Densidade

A conversa perfeita
as melhores tiradas
são as que não saem de mim
quando tenso

Agora se me vês
assim,natural
verás que sou outro
mais denso

domingo, 21 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a solidão

Solidão é estar acompanhado e só ao mesmo tempo
É saber que entende mais que a pessoa do seu lado
Ter a consciencia ampla num mundo fechado
A sensação de não sentir nada sem ser escavado
do peito

Forte luz que precede os seres humanos
Força destrutiva que escraviza mentes
Encouraça corações,pesadelos do sozinho
Estar sozinho dói
Ser sozinho mata

Ser sozinho é não ter nem a si mesmo
É não ver nem a si trebado,e se achar invencível
Se preocupar mais com os outros do que consigo
É ser,mais do que ter,um ombro amigo
É a dor de um coração bandido

Minha alma teme essa amargura
de estar só
Chega a ser medo,desespero
Insanidade...egoísmo?

Fazer algo por quem precisa ajuda a aliviar
a má sensação
que é a
solidão

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Expontâneo

Como é engraçado
Como é engraçado o fato
Como é engraçado o fato de rir de si
Como é engraçado o fato de rir de si mesmo

A forma
A forma que continua
O sistema que formula
A cópia de seres humanos iguais

Frases feitas,frases certas
Certas coisas que são certas
Forma essa que me cerca,que te cerca
Onde piso,minha reta

Onde esta você espontaneidade?
Cade sua magia nas cidades?
Quero te ver sorrir quando eu sou expontâneo
Mas não espero,já que é provavel que está num fosso

Só alguns tem o privilégio de te ter
E a vida,que não é nada sem você,existe
Ela é nas grandes cidades e não é
Ela é ter e não ser
Ela não é ser...você

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

sopro morno da noite

Não diga a noite que é noite
Porque seu encanto reina quando ela não sabe
sua forma e beleza se desconhecem
como uma linda mulher que não se enxerga no espelho

Como o vento que desconhece a potência que tem
Um ser estaganado por pura opção
desconhecendo a melhor opção
mas vendo várias frente a si

Frente a si,vendo várias frente a si
como chapeuzinho em frente a oito bifurcações
e espelhos ao lado das bifurcações
multiplicações

força contemplativa que só ocorre no depois
cicatrizes indistintas ao surgir da madrugada
estrelas simples e profundas
cadencias ao redor da lua

Potência de ser melhor sempre há
na imaginação,onde pintar cor de perfume
fonte,vagalume,luz
flor que o beija-flor escolheu

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Poevida

Poevida
cinta liga
ou forma livre lida de viver

vida lida ou livre vida
liga a cinta pra fazer
esquentar o aço pra correr

na chapa do cerébro
onde a poesia anda
em que faço essa poesia

ou o coração
vítima da canção
do amar e do sofrer

Do andar e do viver
Poevida põe vida
poesia poevila

Vou morar na poevila
onde a poesia vive a andar livremente
a pôr vida a poetar

Momento do não saber

no fundo nem sei se sei
o que quero que sei
só sei querer saber o que
quero que sei

amarro a corda na asa
não sei se perdida a brasa
da chama de amar
a corda preciso soltar

se a corda impossibilita
a rota de seguir
sua própria forma
e seus lábios de ceder

se a forma ideal
é a não forma
que segue a não rota
espontânea do prazer

Se o barco é uma nave
no momento de partir
ou de ficar ou de sumir